"A força não provém de uma capacidade física e sim de uma vontade indomável."
(Mahatma Gandhi)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

INVERNO QUENTE NO VALE

          
       Neste domingo não fui andar de bicicleta para estar junto com pessoas maravilhosas que fazem da vida uma luta diária. Participei da entrega de alimentos e cobertores para as comunidades da zona rural da cidade de Ribeirão Branco na região do vale do ribeira.
          Foram dois dias incomuns, no primeiro chegamos (eu e minha esposa) no final da tarde e não pudemos participar das visitas, demos um volta pelo bairro do Cardoso e conhecemos a escola em que dormiríamos. Lá encontrei o Claudinei - professor coordenador do programa escola da família naquele local - e conversando com ele me lembrei dos tempos em que trabalhei nesse programa, das dificuldades e principalmente do quanto aprendi (que saudades). À noite, jantamos, e conversei bastante também com o Paulo, que faz parte da comunidade Ide Sorocaba, é um cara bacana, descobri que ele trabalhou  em Pilar do Sul e conheceu algumas pessoas lá. O dia acaba rápido lá, escureceu por volta das 18h15, parecia que o tempo não estava passando (principalmente por não ter tv), e por mais que fizéssemos alguma coisa, ainda era "cedo".
          O segundo dia foi mais agitado, separar as cestas, cobertores e leite... O sol estava forte, mas a multidão se aglomerava cada vez mais, foi então que o pastor Adriano começou a mensagem daquela manhã, dizendo: "que estávamos ali por que Deus estava movendo nossos corações a estender a mão para aquele povo aflito e carente, não só de coisas, mas de carinho e amor"... E seguiu-se canções e um teatro para enfatizar o grande amor de Deus por aquelas pessoas que não são esquecidas! Depois de entregar e ajudar a levar as cestas para a comunidade e de tantos abraços, me senti completo e mais humano, naquele momento percebi que meu tesouro estava em servir ao meu próximo e amá-lo de todo o meu coração.
          Desde já, deixo os meus agradecimentos para todos os pais e alunos do Dojo Dias que colaboraram muito com essa campanha e estenderam a sua mão para aliviar a dor e o frio de crianças, pais, mães...


             Abraço a todos.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Um companheiro inesperado



          No último domingo fui andar de bicicleta logo de manhã, estava um pouco frio, o vento gelava e o sol demorava a esquentar. Meu pai não foi, precisava repousar devido a uma cirurgia na boca (mas durante o dia foi cortar grama!), e o meu irmão também não foi, disse que estava muito frio (preguiça). Decidi ir sozinho, mas antes, liguei para o Fernando e ele topou na hora.
          Quando estávamos no trevo da cidade, um senhor chegou perto de nós e começou a andar com a gente. No momento eu não o reconheci, mas ele falava comigo como se me conhecesse e passei boa parte do caminho tentando imaginar quem poderia ser aquela pessoa que nos acompanhava. No decorrer dessa viagem comecei a me dar conta que ele era o pai de um grande amigo que eu tinha  e que a poucos meses havia falecido prematuramente.
          Gosto de momentos inusitados e aquele companheiro desconhecido (conhecido) estava mudando o nosso roteiro de exercício e propondo uma nova rota, totalmente desconhecida pra mim. Topei na hora essa mudança, percebi que o Fernando ficou com um pouco de receio, tinha medo que seu pneu não aguentasse a trepidação da estrada de chão, mas escolhemos o novo! Depois de cerca de 1km nesse novo caminho, o pneu do Fernando furou (dito e feito). Mas, o senhor Zé Maria (esse é o nome do nosso novo amigo) com o seu kit, consertou aquele pneu em vinte minutos e pudemos continuar o nosso caminho tranquilamente.
          O que mais gosto quando vou passear de bicicleta é que sinto fortemente a presença de Deus no cheiro do ar, na paisagem que se perde de vista, na possibilidade de se movimentar e se esforçar para derrubar barreiras (vencer as grandes subidas), e conviver com pessoas tão importantes...
          Aprendi muito com nosso novo colega (nunca tinha remendado um pneu antes), andamos 48 km juntos, estava muito bom e todos mostraram um ritmo de pedalada.

            Abraço. Até a próxima.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

GRANDES AMIGOS



           Este fim de semana fui até a cidade de Campos Novos Paulista para visitar um grande amigo. Foi uma viagem longa, mas, valeu a pena! Além de reencontrar o Giva e dar um abraço na Maiara sua esposa, pude ver como sua filha está grande e parece uma mocinha (de apenas 4 anos). Eles estão muito bem, apesar de estarem tão longe dos familiares e amigos. É uma fase de muito trabalho e sacrifício, mas que está fortalecendo eles como uma família. Fiquei muito feliz em revê-los e espero que nos encontremos em breve!!!

Um Abraço

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Torneio Aberto de Judô de Itararé

        O projeto judô consciente tem o objetivo de ensinar atitudes, valores e conhecimentos do judô e que estão além do judô. No domingo dia 19 de junho, nós (Renoah, Fernando, Giovanni e eu) aprendemos mais que o judô em si! Viajamos juntos, compartilhamos problemas (o Renoah que o diga), observamos muitas coisas, dividimos nosso lanche, lutamos e torcemos uns pelos outros. Estava muito legal, todos se comportaram muito bem! Trouxemos muitas experiências sobre as lutas, muitas percepções, principalmente do que precisamos fazer para vencer as lutas, e que, por algum motivo, na hora não fizemos. É apenas o início! E conseguimos nossa primeira vitória: o Renoah foi campeão da sua categoria! Isso nos dá muita confiança e mais vontade de lutar. Estou muito satisfeito com os meninos, pois, vejo que eles tem muito potencial...


Fernando, Renoah (patrocinado pela loja de embalagens KIM EMBALAGENS) e o Giovanni.
Abraço a todos.

ESTAMOS DE MUDANÇA...

      Surgiu uma boa oportunidade para ampliarmos a academia de judô e as coisas tem se encaminhado muito bem. Assim como toda mudança, esta também não será fácil, teremos muito trabalho. Mas, tenho convicção que estamos no caminho certo, pois, tudo o que fazemos é para melhorar a qualidade das aulas (pensando nos alunos). Iremos para um lugar mais espaçoso, os pais e amigos terão  um bom lugar para se achegar, as crianças terão mais liberdade (espaço), os materiais serão renovados, enfim, essa mudança vêm a estreitar e unir ainda mais esse laço que liga professores, pais, alunos, amigos familiares...
        E que faz do judô um esporte capaz de educar de verdade!!!

Abraço a todos.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Torneio Aberto de Judô de Piedade

Rafael, Fernando, Renoah e Rian.










            Domingo, dia 15 de maio, fomos participar do torneio de judô de Piedade, com o objetivo de aprender mais sobre o judô como um esporte competitivo, que não pode esquecer dos seus princípios e da sua filosofia. Representamos a nossa academia, o "SESI São Paulo", e o Renoah participou do torneio com o patrocínio da loja de embalagens "KIM EMBALAGENS". Eu, como professor, tenho me preocupado muito com a participação dos meus alunos nesse tipo de atividade, pois, do início do meu trabalho (à 5 anos) a até agora, tenho constatado que esses torneios tem feito as crianças desistirem da prática do judô (na maioria das vezes elas não estão preparadas para participar). O que acontece? Primeiro,  a competição é uma pressão emocional muito grande; segundo, esses torneios não são preparados especificamente pensando na evolução de todas as crianças! Isso quer dizer que esses torneios são ruins? Não. Eles tem muitas coisas positivas, como por exemplo a participação dos alunos na organização do torneio! Mas, quer dizer, que é necessário haver uma diferenciação do judô como um esporte competitivo apenas, e do judô como um esporte que visa a formação integral do ser humano, que pensa em primeiro lugar no aluno e no seu aprendizado (as competições estão incluidas neste aprendizado!). É uma questão de definir o que se quer! E na aula seguinte ao torneio, pude constatar que o nosso objetivo foi conquistado (mesmo com as derrotas nas lutas), estávamos todos muito motivados a querer mais! A aprender mais, a lutar mais, a treinar mais, a passar mais um dia inteiro dentro de um ginásio vivendo o judô...

Abraço.

domingo, 17 de abril de 2011

Avaliação da turma de 4 - 6 anos

            A turma de 4 a 6 anos começou a praticamente um ano e tem sido um grande desafio para mim como professor, pois, eles estão em uma idade de grande transição no aspecto motor e principalmente no aspecto social.
            Alguns alunos já não estão nessa turma, mas muitos outros entraram e as aulas tem sido muito ricas, as crianças tem se desenvolvido muito bem. No aspecto das habilidades específicas do judô, trabalhamos as técnicas mais simples de amortecimento de queda. Todos aprenderam bem os movimentos (que não deve ser treinado buscando a perfeição do gesto), que é um processo (que leva anos) em que os alunos aprendem a deixar o seu corpo mais relaxado para cair, evitando assim uma contração muscular desnecessária e possíveis lesões que as quedas causam tanto no judô como fora dele. Melhorou significativamente o equilíbrio de todos os alunos (cada um na sua proporção).
            A questão das regras e combinados também evoluiu muito, pois no início, os alunos demoravam bastante para ficar na posição de cumprimentar  o professor, eles não tinham atenção naquele momento (que é importantíssimo no judô). Agora todos se posicionam corretamente. Nos jogos e brincadeiras há uma diversidade de regras que são combinadas antes de iniciar a atividade. Como são atividades que eles gostam muito, eles tiveram uma atenção maior para não quebrar as regras do jogo, pois, quando isso acontecia os próprios colegas reclamavam e cobravam-se mutuamente. Quando o colega que quebrou as regras não mudava sua atitude, a atividade era interrompida e todos sentavam para que ficasse claro o que aconteceu (gerando uma conscientização sobre o ocorrido).
            O judô é um processo educacional que dura anos e sua prática constante promove uma disciplina e uma forma corajosa de enfrentar os problemas e desafios da vida (com seriedade e humildade) que é difícil de encontrar nos esportes contemporâneos que buscam apenas a vitória e desprezam  o ser humano,  e não ensinam os valores tão importantes que todos nós precisamos para viver em sociedade.

Abraço

quinta-feira, 14 de abril de 2011

DIÁLOGO E DISCIPLINA

Aniversário: Renoah, Fernando, Jonatas e Giovanni.
O objetivo das aulas de judô em todas as turmas é desenvolver a disciplina de uma forma em que os alunos tomem consciência de suas atitudes por meio do diálogo. Isso não quer dizer que os discípulos podem fazer o que querem e que está tudo bem. Mas, que haverá um trabalho de intervenção nas situações que ocorrem durante as aulas. Os "erros" que as crianças cometem, neste caso, são "bons", pois, mostram ao professor o que precisa ser corrigido e transformado, seja uma habilidade específica do judô ou a obediência à uma regra de conduta da aula. A prática leva a perfeição, e a aula de judô é uma prática de convivência, em que disciplina, respeito e educação são o foco das lições. Claro que respeitando o grau de desenvolvimento de cada turma. Para promover uma prática consciente, é necessário dialogar para ensinar, repreender com bons argumentos e não ser autoritário...

Abraço

P.S.: Graziela, obrigado pelo comentário!