No último domingo fui andar de bicicleta logo de manhã, estava um pouco frio, o vento gelava e o sol demorava a esquentar. Meu pai não foi, precisava repousar devido a uma cirurgia na boca (mas durante o dia foi cortar grama!), e o meu irmão também não foi, disse que estava muito frio (preguiça). Decidi ir sozinho, mas antes, liguei para o Fernando e ele topou na hora.
Quando estávamos no trevo da cidade, um senhor chegou perto de nós e começou a andar com a gente. No momento eu não o reconheci, mas ele falava comigo como se me conhecesse e passei boa parte do caminho tentando imaginar quem poderia ser aquela pessoa que nos acompanhava. No decorrer dessa viagem comecei a me dar conta que ele era o pai de um grande amigo que eu tinha e que a poucos meses havia falecido prematuramente.
Gosto de momentos inusitados e aquele companheiro desconhecido (conhecido) estava mudando o nosso roteiro de exercício e propondo uma nova rota, totalmente desconhecida pra mim. Topei na hora essa mudança, percebi que o Fernando ficou com um pouco de receio, tinha medo que seu pneu não aguentasse a trepidação da estrada de chão, mas escolhemos o novo! Depois de cerca de 1km nesse novo caminho, o pneu do Fernando furou (dito e feito). Mas, o senhor Zé Maria (esse é o nome do nosso novo amigo) com o seu kit, consertou aquele pneu em vinte minutos e pudemos continuar o nosso caminho tranquilamente.
O que mais gosto quando vou passear de bicicleta é que sinto fortemente a presença de Deus no cheiro do ar, na paisagem que se perde de vista, na possibilidade de se movimentar e se esforçar para derrubar barreiras (vencer as grandes subidas), e conviver com pessoas tão importantes...
Aprendi muito com nosso novo colega (nunca tinha remendado um pneu antes), andamos 48 km juntos, estava muito bom e todos mostraram um ritmo de pedalada.
Abraço. Até a próxima.
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